A prisão de Claudianor Alves de Freitas, conhecido como "Bira", de 33 anos, realizada neste domingo (22), traz novamente à tona um dos casos mais chocantes registrados no Sertão de Alagoas nos últimos anos.
O crime ocorreu em 30 de outubro de 2016, no Sítio Poço da Areia, zona rural de Santana do Ipanema. Na ocasião, a vítima, Rita de Cássia Silva Soares, foi atingida por um disparo de arma de fogo no pescoço, efetuado pelo então companheiro, durante uma discussão motivada por ciúmes.
Rita estava grávida de 24 semanas, e o tiro provocou o parto prematuro da filha do casal, Ana Vitória, que morreu poucos dias após o nascimento.
Em decorrência do disparo, a vítima ficou tetraplégica, passando a depender de cuidados constantes para atividades básicas do dia a dia. Anos depois, ela acabou falecendo em decorrência de complicações de saúde.
Segundo relatos do processo, o relacionamento do casal, que durou cerca de três anos, era marcado por episódios de violência doméstica e conflitos familiares.
O caso foi levado a júri popular em 2023, quando Claudianor foi condenado a 23 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de homicídio da filha recém-nascida e lesão corporal gravíssima contra a companheira. A Justiça também determinou o pagamento de indenização por danos morais à vítima.
Após a condenação, o réu passou a ser considerado foragido, sendo localizado apenas agora, na cidade de Arujá, em São Paulo, após investigações da Polícia Civil de Alagoas, por meio da Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), em ação conjunta com a Polícia Civil de São Paulo.
A prisão encerra um longo período de buscas e representa um desfecho importante para um caso que gerou grande comoção social na região.
O acusado foi conduzido à unidade policial competente para os procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça, devendo passar por audiência de custódia.
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